O lugar mais alto para se estar é aos pés de Deus.
Há 3 semanas on 1 Setembro 2014 @ 12:04am + 1 nota
Nós somos apenas uma caixa de lembranças. Nada mais restou, sentimento algum. Nem rancor, nem amor, somente lembranças.
Talvez eu esperasse mais, talvez eu estivesse preparada pra “agora ou nunca mais”…
Há 3 semanas on 31 Agosto 2014 @ 11:50pm + 3 notas

Mesmo brigados nos parecemos um casal, quando estamos sozinhos parecemos um casal. Até de longe parecemos um casal, até quando não sendo mais um casal, nós parecemos um casal

Barbara Carvalho; (via almeje)

Há 2 meses on 13 Julho 2014 @ 1:21pm
É aterrorizadora a forma como a decepção age sobre os outros sentimentos.
Há 2 meses on 10 Julho 2014 @ 8:04pm + 3 notas
Você olha para o lado e no muro mais uma frase romântica pichada. Sorri feliz e até tira uma foto, o amor está lá, pintado no muro e emocionando quem passar por ali e ler. O amor está escrito no papel da bala, com frases curtas e incríveis e parece o suficiente. No adesivo do carro com corações vermelhos. E agora, ele também está lá, publicado no seu mural todos os dias. O amor está sendo divulgado em frases mal elaboradas à espera de mais uma opção curtir, de mais um seguidor. Em tempos onde todos viraram poetas e discípulos do romantismo, o amor se perdeu de vez num emaranhado de palavras que, juntas dizem menos do que separadas. E ‘eu te amo’ é frase que se compra e se vende mais barato do que pastel de feira. Antes o amor era cafona, agora o amor é plágio. Vem cá, onde foi parar o amor mesmo? Do luxo ao lixo. Saiu dos corações, dos beijos molhados, das surpresas e das mãos dadas para virar politicagem barata em redes sociais. O amor está em promoção! Curta um e leve dois. A nova aliança é ‘me segue que eu te sigo’ de volta. O romance escorre nas palavras enquanto o computador está ligado, depois são lágrimas que escorrem no travesseiro sem ninguém perceber. E no dia seguinte, uma frase de Vinícius de Moraes publicada só para dizer ao mundo que você ama e é feliz. Quando na realidade não sente um beijo de verdade faz um bom tempo. Tão acostumados a escrever, nós deixamos de dizer. E quanto menos se diz sobre o amor, menos se sabe sobre ele, menos se vive e muito menos se sente ou faz com que o outro sinta. Amar não é só escrever que ama. E se quiser digitar uma poesia, faça isso com seus dedos em minhas costas, por favor! Pior do que se ajoelhar virtualmente e declarar o amor para milhares de amigos que você sequer cruzou nos corredores do colegial ler, é aceitar aquelas declarações emolduradas por uma tela de computador, com palavras previamente ensaiadas, com pedaços de músicas se encaixando perfeitamente, vírgulas nos lugares exatos, reticências poéticas e uma concordância escandalosamente perfeita num exagero beirando o precipício. O amor escrito minuciosamente. Ali, perfeito e entregue de bandeja. E você aceita essa bandeja sem questionar e sem lamentar que não pode segurar ela com as mãos. Pior é acreditar em parágrafos que circulam em Ctrl C + Ctrl V e se sentir especial. Se o amor fosse uma pessoa, com toda certeza iria encher a nossa cara de porradas e cobrar ‘que porra é essa que vocês estão fazendo comigo?’. O amor virando palhaço de circo e a gente aplaudindo. O amor na vitrine e a gente se contentando em só olhar. O amor que antes era uma linda e natural flor, com cheiro e textura, agora virando flor animada em GIF, coberta de glitter. Me diz, cadê o toque? Onde estão os ‘eu te amo’ sussurrados ao pé do ouvido? As declarações mal feitas, acompanhadas de olhares apaixonados com medo de falhar? Onde estão os arrepios e o perfume? Estão todos engavetados e esquecidos e a culpa é toda nossa, simplesmente porque nós não cobramos o amor na carne. Não exigimos o amor ao vivo, no último volume. Temos medo de encarar o real tamanho do sentimento, e então usamos escudos disfarçados de telas frias e filtros do Instagram. Se for por culpa da distância, tudo bem e a gente aceita declarações que ajudem a manter a lembrança de que o outro existe e ama. Mas faça isso com competência. Muitos querem uma grande estória de amor, mas poucos são competentes para isso. Se for virtual, prefira então as promessas. E principalmente, aquelas que se cumpram depois lá fora, no mundo real, onde a gente se olha nos olhos enquanto faz amor. Onde compartilhamos a saliva e o suor – e não apenas frases. O amor não pode ser descartável. O amor não pode ser assim, fácil de deletar. Bastando um backspace e o amor acaba. Bastando um ‘desfazer amizade’ e o amor some. Bastando uma tinta no muro e o romantismo sendo abduzido sem que ninguém note. Não! Queira do amor tudo o que ele pode oferecer. A voz, a pele, o gosto, o olhar e a dor. Viva e morra por amores profundos e reais. Sofrer por publicações é humilhante. Morrer de amor apenas por frases é decadente. Faça-me versos sim, me cante com poesias de Leminski e Drummond de Andrade. Eu não quero que as palavras morram. Mas, ao final delas, não me mande ‘beijos’ virtuais, desligue isso aí e venha até aqui me beijar.
—  Benfazeja Revista Literária  - Camila Heloíze (via almeje)
Há 3 meses on 22 Junho 2014 @ 11:29pm + 1 nota
Adormecer.
A dor me ser…
Há 3 meses on 20 Junho 2014 @ 12:19am + 1 nota

folego:

Me perdoe se pareço fria e distante. Juro pelos nossos beijos que não é contigo, não é sua culpa, não é seu humor, não é nada que você tenha feito, não é você. Juro que é apenas um surto da minha incompleta sensibilidade às mudanças que sinto por aqui, trazidas pelo vento. Tudo anda tão confuso na minha vida - ou na parte dela que não é você. Um furacão passou por aqui, assolando toda minha estabilidade emocional, deixando apenas pedacinhos soltos do que um dia foi minha paciência, e aquilo que eu chamava de sanidade ficou em frangalhos. Me perdoe se alguns estilhaços acabarem voando em você. Me perdoe se eu não conseguir conter todas as farpas podem explodir da minha combustão de sentimentos. Seu único escudo é acreditar nas minhas palavras.

Bárbara Stecca

Há 4 meses on 22 Maio 2014 @ 5:56pm + 4 notas
via folego (originally folego)

Se você levantasse mais a cabeça teria conhecido gente nova, olhado novos rostos, se interessado por novos cheiros. Se eu levantasse mais a cabeça, como quando era criança, estava lá fora gastando a sola dos sapatos, ralando meus joelhos, andando de bicicleta, correndo atrás de pipa, construindo uma casa bem alta na arvore, e fazendo mais coisas que só dá pra fazer com as duas mãos desocupadas, ou olhando pra frente. Aliás, nem as crianças escapam mais, os parques estão vazios, pipa, peão, bolinha de gude, viraram itens de museu. 
Se você desgrudasse dessas telas, poderia ter visto o amor da sua vida passar. Ele passou, mas a sua visão estava fixada em uma tela. Fixada em um mundo paralelo onde nada é real, as risadas não são reais, onde não há reais expressões de sentimentos. Ninguém ri quando te envia risadas, ninguém realmente chora quando envia um emoticon triste.
O que me preocupa é a dependência, dependência das coisas que nós mesmo criamos. Tire o rosto da tela e veja como a natureza é bonita, veja que ninguém nasce com o corpo perfeito. Veja a humanidade se auto destruindo, não dê brechas para a alienação, veja as coisas com seus próprios olhos.Veja que o mundo lá fora pode ser um caos, ou não. Olhe mais pra frente, pra não se arrepender depois de não ter aproveitado o bastante.  Viva, aproveite a vida, e não somente sobreviva.

Barbara Carvalho; (via almeje)

Há 4 meses on 10 Maio 2014 @ 1:42pm + 3 notas
Tem coisa que enche o peito